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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bolinho de chuva salgado da Inês

Sabe uma besteira gastronômica que marca a infância? Essa é a minha. Quem conhece a Inês sabe como ela mima a gente e esse bolinho é a prova disso (ok, ninguém precisa lembrar que às vezes ela escondia arroz nos meus bolinhos para tentar me fazer comer).



Como a massa frita fica disforme, é legal brincar de encontrar formas, como nas nuvens.

Esse bolinho é tão rápido que dá pra fazer à noite quando bater aquela preguiça. Também cai muito bem com uma cervejinha.  Para quem tem medo de fritura, o tutorial aqui pode ajudar.

Ingredientes:
1 ovo
1 colher de chá de sal
3 xícaras de chá de farinha de trigo
3/4 xícara de chá de leite
1 colher de sopa de fermento em pó

Aditivos opcionais: queijo em cubinhos, noz moscada, pimenta, azeitona picada,  cheiro verde, arroz de ontem.

Mãos à obra:
Misture tudo até ficar com uma consistência pastosa.

Aqueça o óleo e coloque para fritar: encha a colher com a massa e “pingue” sobre o óleo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tutorial: Fritando sem traumas

Este é um post filosófico e introdutório para a receita de amanhã (uma fritura). Acho que muito cozinheiro de primeira viagem tem medo de fritura.  Eu tenho, a Regina Duarte tem e pode ser que você também tenha.

Por muito tempo deleguei o ato de fritar ao homem da casa, que com sua bravura dominava o óleo quente e me garantia bolinhos e cia. deliciosos sem que eu corresse o risco de morrer queimada.

Não sou uma Nigella mas acho que posso dividir uns conselhos práticos suficientes para se perder o medo da frigideira.

1. Coisas secas não espirram (ou espirram quase nada). Ou seja, se você vai fritar batata, dê uma secadinha antes. Idem para os congelados. O gelinho acumulado (que gruda na comida) vai fazer a gordura espirrar. Dê um jeito nisso. É só dar uma raspadinha que sai.

2. A autoconfiança pode aumentar se o cabo da panela estiver virado para dentro do fogão e se você estiver usando as bocas do fundo. Assim você fica mais longe da panela e corre menos risco de sustos.

3. Se você tiver um depurador de ar ou semelhante, use. Fiz fritura hoje e fiquei com preguiça de esticar a pata dianteira para simplesmente ligar o meu. Minha casa toda está, neste exato momento, pagando o pato.

4. Se puder, prefira óleos mais saudáveis. Não sabe quais são? Também nunca sei. Na duvida, deve ser o mais caro, ou o que tenha o desenho de um coração ou de uma família feliz.

5. Depois que você usa o óleo uma vez, é possível coar, guardar e reutilizar. Mas não muito porque o óleo vai saturando cada vez mais e comer essa fritura acaba sendo muito perigoso que o próprio ato de fritar.

6. Não jogue o óleo na pia. É feio.  Eu jogo no lixo dentro de uma garrafinha mas isso também não me parece muito bonito. Ouvi dizer de umas ONGs e umas empresas que retiram o óleo usado.

7. Manteiga de garrafa = calorias engarrafadas = enfarto aos 35 anos. Mas pelo menos você morre feliz.

Moral da historia: tudo frito é mais gostoso. Uma fez a Nigella fez chocolate empanado e frito. Dava para ser melhor?

Então bora perder o medo da frigideira porque a vida a curta! E a receita de amanha é frita!

Alguém tem mais alguma dica?