quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Macarrão conjugal de palmito

Esta receita é um frila conjugal do ilustre Edison Veiga. Quem me conhece sabe que não é muito possível endossar o prato. Mas eu confio no bom gosto dele.

Segue:



Ingredientes
400 gramas de macarrão de palmito pupunha
200 gramas de linguiça de cordeiro
Uma lata de pomodori pelati de boa procedência (usei uma de Salerno)
Orégano
Um bom molho de pimenta caseiro
Um pouco de queijo velho (usei o emental que sobrou desta receita aqui)

Mãos à obra:
Tudo muito fácil. Enquanto o macarrão está sendo aquecido em água fervente, na outra panela você coloca o pomodori pelati, um pouquinho de água (menos de meio copo), orégano, um pouco de molho de pimenta - e umas duas ou três pimentas pescadas do molho e picadinhas. 

Numa frigideira, coloque as linguiças de cordeiro sem óleo nem nada. A idéia é grelhá-las. Tome cuidado para, ao virai-las, não furar - a gordura tem que ficar no interior dela para ajudar a cozinhar por dentro. Deixe em fogo baixo - senão tosta por fora e fica cru por dentro. Demora uns 15 minutos. Paciência. 

Depois de prontas as linguiças, pique-as em rodelas e misture ao molho de pomodori pelai - que, a esta hora, já deve estar bem grosso. 

Aí é só misturar tudo, ralar os pedaços de queijo e colocar por cima. Fica uma delícia. 

sábado, 9 de julho de 2011

Creme de queijo

O frio já está castigando nossos pezinhos gelados desde maio. Então, já passou da hora de fazer um maravilhoso creme de queijo!

Para variar, é tudo muito fácil e indolor. Nesse friozinho o creme desce que é uma beleza . Ainda mais acompanhado por um vinhozinho batuta!

As medidas dessa receita dão para 2 pessoas.

Ingredientes:
700g de queijos variados de sua preferência. Sugestão: Gruyère, Gouda e Emmenthal.
Sal
Pimenta do reino
Noz moscada
1 1/2 xícara de leite
1 colher de sopa de maisena

Mãos à obra:
Rale todo o queijo e coloque numa panela. Para economizar louça limpa, é só ralar tudo já dentro da panela! Adicione o sal, a pimenta, e noz moscada e só uma xícara de leite.

Acenda o fogo baixo e mexa tudo até o queijo derreter por completo. 

Dissolva a maisena na ½ xícara de leite restante e coloque tudo no queijo que está na panela. Misture bem até obter um creme uniforme.

Pronto!


Dependendo do queijo e do humor dos deuses da culinária, o creme pode ter alguns aspectos “exóticos”, facilmente corrigíveis. Veja só:


Ficou muito fino? 
Coloque mais maisena. Mas sempre dissolva antes no leite.

Muito grosso?
Não seja por isso. É só ir colocando mais leite até que fique do seu gosto.
 
Empelotou?
Não se desespere! Bata tudo no liquidificador que fica uma beleza!

Para esculachar a concorrência
Sirva o creme dentro do pão italiano. É só fazer um buraco no pão e correr para o abraço! O miolo desalojado será muito útil para ser molhado no creme e devorado! 

Macarrão à carbonara

Fuja do macarrão com molho vermelho enlatado e finja que você é capaz!

A receita é bem simples e não precisa ficar com nojinho porque vai ovo cru. A graça está justamente no calor da massa cozinhar instantaneamente o ovo.



Vamos ao que interessa:

Ingredientes:
1 pacote do seu macarrão favorito
2 gemas de ovo
½ lata de creme de leite
250g de bacon
Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Mãos à obra:
Coloque a água do macarrão para ferver.

Frite bem o bacon na própria gordura. Ou seja, principalmente se você estiver usando uma panela/frigideira antiaderente, coloque o bacon para fritar sem qualquer tipo de óleo. A própria gordura do bacon vai derreter a fazer virar um óleo. Mais light, impossível! Quando ficar pronto, misture com o creme de leite e reserve.

Em uma tigela grande (como a da foto), coloque as duas gemas do ovo e adicione sal, pimenta e noz moscada. Misture tudo com um garfo e reserve.

Agora sim coloque o macarrão para cozinhar. Quando ficar pronto, escorra e IMEDIATAMENTE coloque toda a massa na tigela com as gemas temperadas. Misture tudo muito bem. E aí que o calor do macarrão vai cozinhar o ovo.

Tudo misturado? Então coloque o creme de leite com o bacon e misture mais um pouco. Prontinho!

Dica: Use mesmo uma tigela, nem que seja só para o preparo e que depois você transfira para outro recipiente. Assim, você consegue “manobrar” o macarrão sem que ele voe para fora do pirex ou de qualquer outro recipiente baixo que você usar.

Nota: Só para constar a dica, o melhor carbonara do universo é o da Cantina Giggio

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Lamen do tio João

O frio chegou de vez e nada melhor que uma boa comidinha para esquentar até a alma. Nessas horas recorro ao lamen: um macarrão japonês turbinado que aprendi a comer com o meu tio João. 



Trata-se de um macarrão misturado num caldo bem temperado com delícias do outro lado do mundo. A graça é que dá para variar muito a receita e descobrir novos detalhes até criar o seu lamen perfeito.

Come-se o macarrão, os acompanhamentos e, de quebra, sobra um caldinho temperado quentinho.

Ingredientes:
Macarrão para lamen (não tem? Vai de miojo mesmo. Antes o sacrilégio que a fome)

O que vai na “sopa”
1 pacote/cubinho de caldo de carne
½ xícara de shoyu
2 colheres de sopa de óleo de gergelim
Se gostar, shichimi ou qualquer outro tipo de pimenta

O que pode acompanhar o macarrão:
½ peça de kamaboko, tikuwa e correlatos
Omelete de um ovo cortado em pedacinhos
Camarões
Lombo de porco grelhado em cubos
Legumes picados
O que a imaginação mandar

Mãos à obra:
Coloque 2 litros de água para ferver e misture todos os ingredientes da sopa. Quando tudo estiver fervendo, coloque o macarrão e cozinhe conforme o tempo da embalagem. Faltando um pouquinho para ficar tudo pronto, coloque os ingredientes que acompanharão a massa.

Simples assim!

Para beber, sugiro o delicioso suco de feto uva, com pedacinhos de uva.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Yorkshire pudding

O papo do casamento real já deu e agora a bola da vez é o Bin Laden. Porém, a receita de hoje vem da terra do William e da Kate e, de acordo com o Google, foi criada nos idos 1700 e trá lá lá.

Estou falando do meu querido Yorkshire pudding! Os ingredientes lembram o aclamado bolinho de chuva salgado da Inês mas o preparo varia e é perfeito para quem tem medo de fazer fritura (se for o seu caso, hora de ler isso aqui).

A primeira vez que comi um desses foi em companhia do cônjuge e da paciente Annie Sturge, em um pub mais velho que o Brasil! Fui toda pimpona contar para a mãe dela que experimentei um prato típico genial e ouvi que, na época da guerra, as famílias faziam o Yorkshire pudding por ser barato e com poucos (e disponíveis) ingredientes.

Ingredientes:
2 xícaras de farinha
2 xícaras de leite
5 ovos
Sal
Aditivos opcionais: noz moscada, pimenta, gordura de bacon ou de carne (super tradicional), caldo de carne.
1 xícara de óleo

Mãos à obra:
Pegue uma assadeira de borda alta e coloque o óleo. Não é legal usar a sua assadeira linda de Tefal que você guarda com muito carinho: como você vai cortar o pudding já pronto dentro da assadeira, a ponta da faca pode (e vai) riscar tudo.

Coloque a assadeira no forno e deixe aquecendo em temperatura alta por 10 minutos.

Numa tigela, misture o resto dos ingredientes, até obter uma consistência cremosa.

Quando o óleo estiver bem quente (confira com o relógio, não com os dedos), despeje a massa com cuidado. Você pode até ouvir um “tsssss”: é a massa dando uma fritadinha. Volte a forma ao forno e deixe assando em temperatura média.

A massa vai começar a crescer de um jeito disforme: não se desespere, é o charme. Em uns 20 minutos ela vai dourar e ficar pronta!

Tire do forno e sirva.
Para esculachar a concorrência:Em vez de usar a forma grande, tipo de bolo, faça porções individuais usando forminhas metálicas de empadinha, como aquelas recomendadas para os cupcakes. 
Ali em cima falei sobre usar gordura de bacon ou de carne como aditivo. É só fazer assim: se sua receita vai ser acompanhada de bacon ou um bife frito, separe a gordura que você usou na fritura e use junto com o óleo que vai forrar a forma.


Obs: Meu Yorkshire pudding de hoje ficou feio e fiquei de mau humor. Então hoje não tem foto. Mas quem quiser ver como fica, é só contar com a boa vontade do google.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bolinho de chuva salgado da Inês

Sabe uma besteira gastronômica que marca a infância? Essa é a minha. Quem conhece a Inês sabe como ela mima a gente e esse bolinho é a prova disso (ok, ninguém precisa lembrar que às vezes ela escondia arroz nos meus bolinhos para tentar me fazer comer).



Como a massa frita fica disforme, é legal brincar de encontrar formas, como nas nuvens.

Esse bolinho é tão rápido que dá pra fazer à noite quando bater aquela preguiça. Também cai muito bem com uma cervejinha.  Para quem tem medo de fritura, o tutorial aqui pode ajudar.

Ingredientes:
1 ovo
1 colher de chá de sal
3 xícaras de chá de farinha de trigo
3/4 xícara de chá de leite
1 colher de sopa de fermento em pó

Aditivos opcionais: queijo em cubinhos, noz moscada, pimenta, azeitona picada,  cheiro verde, arroz de ontem.

Mãos à obra:
Misture tudo até ficar com uma consistência pastosa.

Aqueça o óleo e coloque para fritar: encha a colher com a massa e “pingue” sobre o óleo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tutorial: Fritando sem traumas

Este é um post filosófico e introdutório para a receita de amanhã (uma fritura). Acho que muito cozinheiro de primeira viagem tem medo de fritura.  Eu tenho, a Regina Duarte tem e pode ser que você também tenha.

Por muito tempo deleguei o ato de fritar ao homem da casa, que com sua bravura dominava o óleo quente e me garantia bolinhos e cia. deliciosos sem que eu corresse o risco de morrer queimada.

Não sou uma Nigella mas acho que posso dividir uns conselhos práticos suficientes para se perder o medo da frigideira.

1. Coisas secas não espirram (ou espirram quase nada). Ou seja, se você vai fritar batata, dê uma secadinha antes. Idem para os congelados. O gelinho acumulado (que gruda na comida) vai fazer a gordura espirrar. Dê um jeito nisso. É só dar uma raspadinha que sai.

2. A autoconfiança pode aumentar se o cabo da panela estiver virado para dentro do fogão e se você estiver usando as bocas do fundo. Assim você fica mais longe da panela e corre menos risco de sustos.

3. Se você tiver um depurador de ar ou semelhante, use. Fiz fritura hoje e fiquei com preguiça de esticar a pata dianteira para simplesmente ligar o meu. Minha casa toda está, neste exato momento, pagando o pato.

4. Se puder, prefira óleos mais saudáveis. Não sabe quais são? Também nunca sei. Na duvida, deve ser o mais caro, ou o que tenha o desenho de um coração ou de uma família feliz.

5. Depois que você usa o óleo uma vez, é possível coar, guardar e reutilizar. Mas não muito porque o óleo vai saturando cada vez mais e comer essa fritura acaba sendo muito perigoso que o próprio ato de fritar.

6. Não jogue o óleo na pia. É feio.  Eu jogo no lixo dentro de uma garrafinha mas isso também não me parece muito bonito. Ouvi dizer de umas ONGs e umas empresas que retiram o óleo usado.

7. Manteiga de garrafa = calorias engarrafadas = enfarto aos 35 anos. Mas pelo menos você morre feliz.

Moral da historia: tudo frito é mais gostoso. Uma fez a Nigella fez chocolate empanado e frito. Dava para ser melhor?

Então bora perder o medo da frigideira porque a vida a curta! E a receita de amanha é frita!

Alguém tem mais alguma dica?